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Contraceptivos orais

  • Conceitos: São preparados contendo estrógeno e progesterona capazes de bloquear a ovulação (inibindo a liberação de FSH e LH).

  • Mecanismo de ação: O bloqueio da ovulação é realizado na hipófise pela inibição da liberação de FSH pelo componente estrogênico e pela inibição de LH pelo componente contendo progesterona no contraceptivo oral. Esse também age no endométrio (camada interna do útero) através de seu componente progesterona que promove atrofia das glândulas endometriais sem receptividade a implatação do óvulo fecundado (blastocisto). Além disso, o componente de progesterona torna o muco cervical espesso, impossibilitando a ascenção dos espermatozóides.

  • Eficácia: Nas mulheres que seguem a risca as orientações médicas do uso a taxa de falha é ao redor de 0,1%. Na população geral: taxa de falha de 3%.
  • Para atingir a eficácia máxima é necessário a mulher saber a maneira apropriada do uso do contraceptivo oral e de remédios que podem interferir na ação contraceptiva!


  • Rémedios que podem prejudicar a eficácia:
    1. Componentes genéricos: rifampicina, fenobarbital, fenitoína, primidona, carbamazepina
      Admite-se que o uso de ampicilina, doxaciclina, tetraciclinas, metronidazol e quinolonas podem ser prejudiciais a eficácia.

  • Dúvidas freqüentes??
    1. Fertilidade: O contraceptivo oral prejudica o futuro obstétrico de uma mulher? Estudos comprovam que 50% de ex-usuárias de contraceptivos orais engravidaram nos 3 meses seguintes após cessarem o uso. A taxa de fertilidade nos 2 anos seguintes foram semelhantes a das mulheres que não usam contraceptivos orais.
      Risco de abortamento: vários estudos demonstram que a taxa de abortamento espotâneo em gestação que ocorrem em mulheres após o uso de contraceptivos orais é semelhante às das mulheres que não usaram o método.

  • Efeitos adversos (Colaterais)
    1. Com o início dos contraceptivos orais de baixas doses trouxeram diminuição na incidência das complicações, mas mesmo assim ainda não foram eliminados os riscos.
      hipertensão arterial
      tromboses venosas
      aumento da glicemia
      náuseas e vômitos
      Estudos constataram que o uso de contraceptivos orais ocasionou diminuição do leite materno, mas essa redução não foi responsável por aumento de doenças nos lactentes.
      neoplasia de colo do útero: aumenta a freqüência das displasias e carcinoma intra-epitelial do colo de uterino.
      neoplasia de mama : tem relação aumentada no risco para o aparecimento de carcinoma mamário na pré-menopausa em mulheres que faziam uso prolongado de contraceptivo oral na idade jovem.
      infecção por Clamidia trachomatis tem maior incidência nas usuárias.

  • Contra-indicações absolutas
    1. insuficiência hepática
      hipertensão arterial
      diabetes
      glaucoma
      câncer de mama
      sangramentos vaginais sem diagnóstico
      gravidez
      tabagismo associado a idade acima de 35 anos
      antecedentes de trombose, doença vascular cerebral

  • Contra-indicações relativas
    1. epilepsia
      doença da vesicula biliar
      enxaqueca
      tabagismo associado a idade abaixo de 35 anos
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